<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179</id><updated>2009-12-22T19:27:16.099-02:00</updated><title type='text'>Mulher de Mau Humor</title><subtitle type='html'>Se você quer diplomacia, procure a embaixada mais próxima...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>183</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-5273195569524473441</id><published>2009-12-22T19:10:00.005-02:00</published><updated>2009-12-22T19:27:16.108-02:00</updated><title type='text'>Envelhecendo</title><content type='html'>Comecei a notar que estava ficando velha quando minha barriga, que era chapada, começou a aparecer. Ali pelos 25, 27 anos. Depois vieram as rugas de expressão na testa e no canto dos olhos e da boca. A celulite aumentou, os seios começaram a cair e começou a aparecer umas dobras nas costas e culote. Agora, tem os cabelos brancos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também comecei a notar a meia idade chegando quando as músicas que eu adoro passaram a tocar apenas nos programas de flash back nas rádios. E quando pessoas do comércio e pedintes de rua passaram a me chamar de senhora. A criançada começou a me chamar de tia. Comecei a ver lojas fazendo propaganda sobre o fato de existirem "há mais de 20 anos" ou "desde 1984", quando eu já estava na quarta série na escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei um susto quando vi que o povo estudava em História, no cursinho, em 1999, o movimento dos "caras pintadas". Eu fui uma "cara pintada" e já estava velha o suficiente para ter entrado na História. E conheço uma geração inteira que nunca viu Ayrton Senna da Silva correr na F-1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também notei que estou velha porque cada vez mais tenho dito "no meu tempo era melhor, tal coisa não era assim". Comecei a achar as músicas que eu ouvia melhores do que as de hoje; os filmes, as novelas e programas de TV... tudo parecia melhor na minha época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me tornei mais conservadora e careta. E dou risada quando vejo modas que voltam, como as pulseirinhas de plástico que a molecada usa hoje como última novidade da estação, mas que eu usei aos montes em meados dos anos 80, inspirada por Madonna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sinto a velhice mais perto do que nunca, porque comecei a entrar na fase em que serei mãe dos meus pais. Sabe a fase da inversão, em que você é quem te tomar conta do seu pai e da sua mãe? Pois é, a minha fase começou precisamente em 2009. Não só pai e mãe, tenho de tomar conta de tios e tias e primos e primas... Eu nunca tomei conta de ninguém na vida, só de mim e olhe lá. Não tenho instinto maternal. Como vou fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? Envelhecer é foda e quem diz o contrário, se ilude com a propaganda da "melhor idade" etc, só tá tentando se consolar e se enganar. Não tem nada de legal nesse lance de ficar velha, nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-5273195569524473441?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/5273195569524473441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=5273195569524473441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/5273195569524473441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/5273195569524473441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/12/envelhecendo.html' title='Envelhecendo'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-1363270958412989829</id><published>2009-12-18T18:47:00.006-02:00</published><updated>2009-12-18T20:05:16.737-02:00</updated><title type='text'>Pequeno sonho</title><content type='html'>Eu não quero me casar. Nem paquerar, imagine namorar... e imagine casar. Mas eu queria poder usar o vestido do clip November Rain, do Gun´s. Não sei se tenho corpo para usá-lo, minhas pernas são finas demais. Mas que eu queria usar esse vestido um dia, eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/Syvq28qoYNI/AAAAAAAAAFI/kxGnAk8FEAs/s1600-h/November-rain-dress.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 163px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/Syvq28qoYNI/AAAAAAAAAFI/kxGnAk8FEAs/s200/November-rain-dress.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416681206561923282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/Syvq_MooSiI/AAAAAAAAAFQ/JV2EbWwznFQ/s1600-h/nr06.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 137px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/Syvq_MooSiI/AAAAAAAAAFQ/JV2EbWwznFQ/s200/nr06.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416681348287449634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvrKjocGpI/AAAAAAAAAFY/zCVJbe0VVus/s1600-h/bild-10.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvrKjocGpI/AAAAAAAAAFY/zCVJbe0VVus/s200/bild-10.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416681543439227538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu encontrei esse desenho que é um alternativo ao vestido do clip. Aliás, o vestido se chama "November Rain" e eu achei muito original e bonito. Quem sabe não mando fazer esse vestido para minha festa de formatura (sem a cauda e o véu, claaaaaaaro...) Isso se eu descobrir naquela maldita faculdade se haverá comissão para festa de formatura, porque os bichos-grilos de lá são tão idiotas que acham festa de formatura um lance de burguês... como se fossem autênticos comunistas da Revolução Russa aqueles imbecis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvsAzSoXsI/AAAAAAAAAFg/cGEnguS0XDY/s1600-h/adaptado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 154px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvsAzSoXsI/AAAAAAAAAFg/cGEnguS0XDY/s200/adaptado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416682475355659970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvsLPkQmAI/AAAAAAAAAFo/Xw5Iz8_F0uE/s1600-h/adaptado1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 161px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/SyvsLPkQmAI/AAAAAAAAAFo/Xw5Iz8_F0uE/s200/adaptado1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416682654744483842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-1363270958412989829?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/1363270958412989829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=1363270958412989829&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/1363270958412989829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/1363270958412989829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/12/pequeno-sonho.html' title='Pequeno sonho'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rQYQ9fHeTLY/Syvq28qoYNI/AAAAAAAAAFI/kxGnAk8FEAs/s72-c/November-rain-dress.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-6142410975797847417</id><published>2009-12-15T18:09:00.003-02:00</published><updated>2009-12-15T18:19:37.409-02:00</updated><title type='text'>Dor de você</title><content type='html'>Ela vem vindo, de novo... Aquela dor de você. Ela é tão grande e tão insuportável, tão forte. Me arruina. Aperta o meu pescoço até eu não poder mais respirar. Minhas mãos ficam palpitando, tateando o ar, procurando por alguém que nunca esteve ao alcance delas. Sentindo falta de algo que só tocou uma vez, por um segundo ou dois. A dor também está no peito, prensado como se tivesse uma placa de aço em cima, e toda batida do coração dói e dificulta ainda mais respirar. Eu continuo tateando o ar à tua procura, e fecho as mãos, enterro as unhas na almofada como se estivesse agarrada a você, te segurando pra você não ir embora, e segurando tão forte que te sangraria. E eu sinto uma vontade enorme de gritar seu nome o mais alto que eu puder, pra que você venha aqui e faça a dor parar. Eu imploro a você para fazer a dor parar. E parece que você não quer isso, parece que você faz o oposto e aperta mais meu pescoço e meu peito e torna a dor maior, muito maior. E eu penso: por que você faz isso? E você responde que não é você, sou eu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-6142410975797847417?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/6142410975797847417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=6142410975797847417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6142410975797847417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6142410975797847417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/12/dor-de-voce.html' title='Dor de você'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-7582299292619654233</id><published>2009-12-15T17:39:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T17:52:13.695-02:00</updated><title type='text'>Do outro lado</title><content type='html'>Sexta fará duas semanas que meu primo se foi. Aos 52 anos. Infarto. Pelo que entendi, ele demorou a morrer. Sentiu dores e foi parando de respirar. Teve tempo de pedir perdão aos filhos e mulher pelo que fez de errado. Sofreu, tenho certeza. Dizem que a dor de infarto é pior do que a do parto e não deve ser nada agradável sentir que a respiração vai ficando cada vez mais difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primo era uma boa pessoa. Tentou fazer o que era certo até um certo momento da vida. Depois desistiu. Três a quatro maços de cigarro por dia e bebida, muita bebida. Trabalhava duro para sustentar os quatro filhos e a mulher, que é uma das piores pessoas que eu conheço. Ele se matou, devagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei triste por ele, mas foi a opção dele ir se acabando aos poucos e é direito dele - e de todo mundo - saber quando parar com tudo. Pior foi lidar com a mãe dele, minha madrinha, que é a pessoa mais bondosa que eu conheço e que não merecia enterrar um filho aos 70 anos. Ou minhas primas, irmãs dele. Ou os filhos dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por ver tanto sofrimento, acabei considerando a minha dor por perder um primo que era quase um irmão muito pequena. Não me desesperei. Não me deprimi. Não me acabei de chorar. Continuei dormindo e comendo normalmente. Resolvendo os pepinos: duas quebras de carro, uma quebra de telefone, pedreiro em casa, terminar as atividades da faculdade, trabalhar... Fui tocando o barco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei ser forte para ajudar quem estava precisando. Me segurei. Acho que fiz um bom trabalho. Acho que agora acredito que a morte é uma outra fase, um outro lado da vida. Talvez toda a loucura desse ano tenha sido para me fazer suportar essa fase. E as outras, bem piores, que virão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-7582299292619654233?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/7582299292619654233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=7582299292619654233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/7582299292619654233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/7582299292619654233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/12/do-outro-lado.html' title='Do outro lado'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-537305906451813883</id><published>2009-11-24T17:41:00.009-02:00</published><updated>2009-11-24T20:21:41.239-02:00</updated><title type='text'>Você é algo assim...</title><content type='html'>Eu nunca confiei muito no meu sexto sentido e o engraçado é que ele funciona. Quando eu o vi na escola, não foi propriamente simpatia que eu senti por sua lindíssima figura. E você é muito mais lindo do que eu me lembrava, sabe? Eu apreciei a paisagem, claro, mas aquele ar metidinho me fez olhar para você com um certo jeito de "ai, até parece que você é tudo isso mesmo, né?". Bem, o resultado foi o que já sabemos: de tanto eu olhar de maneira invocada, você resolveu, à distância, mostrar que era realmente tudo isso mesmo. Ok, ok, você venceu, batata frita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados dias, meses e o ano, e só ficamos nos olhares. O lance é que eu gostava de você e muito, e não só gostava, mas o admirava e o respeitava pelo que você era. O que eu ouvia das pessoas era que eu gostava de alguém que não existia, que eu havia criado na minha cabeça. Que eu criei uma pessoa perfeita, como todo amor platônico costuma fazer. Mas eu sabia que não era assim. Eu te observava e deduzia coisas a seu respeito, às vezes com base em alguma informação concreta, mas a maior parte do tempo apenas com base na minha "observação obsessiva" da sua figura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sacava se você estava bem, se estava mal, se ia aprontar. Como o dia da escada rolante. Você subiu na frente, eu fiquei uns quatro, seis degraus para baixo. A escola inteira estava na escada. Na minha frente, um monte de gente, eu só via seu rosto. Quando você estava chegando lá em cima, olhou para baixo e viu a escola toda na escada. Olhou para mim e deu um sorrisinho maroto. Pelo sorriso e brilho do olhar, saquei na hora o que ia acontecer. Só deu tempo de eu avisar minha amiga: "segura no corrimão que a escada vai parar!" Plutf! A escada parou com um tranco. Você olhou novamente para trás, para mim, e riu. E eu só ri de volta e falei um "ehhhhhh", mostrando que eu sabia que você tinha parado a escada com o pé, mesmo sem ter visto você fincar o pé na lateral da escada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia quando você estava chegando na escola. Sentia algo e ficava olhando para o portão do pátio e era questão de segundos para você aparecer. Tinha dias em que eu subia pra sala e ficava olhando a rua, pela janela, porque eu sabia que você ia chegar atrasado. E tinha dias que eu ia para a sala desencanada porque eu sabia que você iria faltar. Tinha dia que eu não tinha visto você chegar, mas sabia que você estava na escola. Meu sexto sentido sempre foi bom, eu que nunca confiei nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você era, para mim, naquela época? Não era perfeito, nem príncipe. Para mim, você era um aluno mediano, que não gostava de estudar, mas o fazia, e tentava levar a escola com o menor nível de aborrecimento possível. Eu achava que você era muito vaidoso. Um pouco mimado. Muito bravo, genioso, desses que, quando contrariado, saía batendo porta, xingando e praguejando, mesmo que fosse o pai ou a mãe a te contrariar. Um pouco manhoso. Achava que você era galinha, mas não fazia nada na escola porque detestava que pegassem no seu pé. Que você era bruto e podia chegar a ser violento. Achava que você era gentil e carinhoso quando gostava de alguém, mas que podia virar um bicho se a pessoa fizesse algo que te contrariasse. Achava que você tinha um certo grau de crueldade, pois identificava facilmente o ponto fraco das pessoas e, se contrariado, era nesse ponto fraco que você ia bater. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achava que você era corajoso, até demais, meio daquele tipo valentão, justamente porque era forte e podia enfrentar muita gente por aí. Eu não te via fazendo faculdade ou trabalhando de terno e gravata, mas sendo dono de algum comércio, algo relacionado a carros ou motos, sei lá. Achava que você dava trabalho para sua família porque sua teimosia era maior do que tudo. Achava que você não era romântico e que gostava de fazer brincadeiras bobas. Achava que você era determinado: se queria fazer algo, colocava logo em prática, sem ficar perguntando muito para os outros o que achavam. Achava que você era muito seguro de si e que não ligava nem um pouco para o que falavam ou deixavam de falar de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu descobri que quase tudo isso que expus aí em cima era a mais pura verdade. Você era exatamente do jeito que eu achava que você era, e o que não bateu foram coisas nas quais achei que você era pior do que você era, de fato. Não, você não fumava. Nem bebia. Era trabalhador. Isso tudo não foi tão supresa pra mim. Surpresa foi descobrir que você era sentimental (Fábio Jr, hein?), que podia ser manteiga derretida (seu avô que o diga), apesar da cara brava e do corpo fortão. Que você era bastante família e que era romântico, e fiel a única namorada - e eu achava que você tinha tido várias e que eram muitas ao mesmo tempo. Que você sabia cozinhar - foi um espanto descobrir isso! Surpresa foi descobrir que você gostava de uma menina que não era daquelas quietinhas, que falam baixo e só sorriem, mas uma menina expansiva, brava e 'boca-suja', que ainda tentava manter você 'na linha', mesmo que você já estivesse se comportando bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresa foi ver o quanto a gente tinha em comum. Eu, que me apeguei às nossas diferenças para tentar me consolar, dizendo sempre que &lt;a href="http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/nao-daria-certo.html"&gt;não daria certo&lt;/a&gt;, com medo de tentar, dar errado e com medo de insistir. Tanto em comum: gostar de carros e motos, de velocidade, de coisas radicais, de natureza, de brincar, de provocar só para ficar brincando de brigar, de andar em cima de muros e telhados e de subir em árvores, como criança... Gostar de ficar em família. Ser determinado nos seus objetivos. Ser teimoso. Ao mesmo tempo, poderíamos ter aprendido tanto um com o outro, pelas nossas diferenças, também grandes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que te conheceram profundamente me disseram que a gente teria se dado bem. Eu fiquei feliz por saber disso e por saber com cem por cento de certeza que eu amei e admirei alguém que existiu de verdade. Agora eu posso dizer de boca cheia que eu amei de verdade uma pessoa muito bacana, um cara de carne e osso, com defeitos e virtudes, que eu não vivi uma ilusão adolescente, mas que eu gostava de você de uma forma consciente, eu gostava de você por completo, com tudo o que vinha de bom e de ruim. Você, cuja ausência sempre esteve presente em minha vida, até mesmo nos momentos em que eu tinha alguém do meu lado. Nunca acreditei nas histórias românticas de almas gêmeas, tampas de panela, metades de laranja, amores que duram para sempre. Mas agora que descobri tudo isso, começo a achar que você é meu destino. Mesmo longe de mim, ausente, fora do meu alcance, você é meu destino. Estou muito feliz por isso. E, como diz Milton Nascimento, "qualquer dia a gente vai se encontrar"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-537305906451813883?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/537305906451813883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=537305906451813883&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/537305906451813883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/537305906451813883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/voce-e-algo-assim.html' title='Você é algo assim...'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-4780213371772000557</id><published>2009-07-08T16:32:00.011-03:00</published><updated>2009-11-20T13:42:56.060-02:00</updated><title type='text'>M.</title><content type='html'>Ele perdeu tanta coisa... Ele não conheceu o computador. Muito menos a Internet. Twitter, blogs, Youtube, o que são essas coisas? Ele nunca usou um telefone celular. Aliás, ele nunca chegou perto de um celular na vida. Nada disso fez parte da sua vida. MP-3? Que isso, no máximo um walkman. Ele não viu o Collor cair. Ele não viu o que é viver em um país sem inflação. Ele nunca vai saber que o Brasil pagou a dívida externa junto ao FMI. Ele não viu as duas guerras do Iraque, a crise asiática, a nova crise do petróleo, a queda das Torres Gêmeas, a eleição do FHC nem a do Lula, o crescimento da China, o primeiro afrodescendente na presidência dos EUA. Ele não viu a seleção campeã em 94, nem o acidente de Ayrton Senna naquele mesmo ano. Nem o pentacampeonato da seleção. Ele nunca soube quem é Ronaldo Fenômeno. Ele não viu a virada do século, a ameaça do Bug do Milênio. Ele não terminou o colegial. Ele não prestou vestibular. Ele não ficou noivo. Ele não se casou. Nem teve filhos. Nem teve uma profissão. De fato, ele não teve a oportunidade de saber o que ele seria quando crescesse. Há 19 anos, a essa hora, ele estava sendo velado. Ou enterrado no Vila Formosa, não sei ao certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nunca, nunca, nunca entendi por que eu o conheci - não o conheci, de fato, nem colegas éramos e a única vez que tentei falar com ele, ele respondeu: "eu não me lembro de você lá na escola." Por que ele cruzou meu caminho em 1989? Por que ele saiu em 1990? E por que ele se foi, com tanta gente ruim nesse mundo que não merecia estar aqui? Eu não sabia quase nada dele. Era bom menino, indicava, pois foi escoteiro. Mas tava virando adolescente chato, largando a escola. Não era um aluno brilhante, mas não era péssimo. Adorava camisetas de marca. Lançava moda. Era engraçado. Não fumava, pelo menos não na escola. Era amoroso com a professora de Biologia e as amigas. Era um bom amigo dos meninos. Tinha olhos castanhos muito expressivos. O cabelo mais pra preto, era cortado meio repicado na franja, jogada de lado. Tinha colar e pulseira de surfista. Tinha pintas charmosas no rosto. Um sorriso lindo. Um ar debochado e irônico. Era metido. Era o queridinho da escola, por ser o mais bonito. Namorou meio que escondido uma moça da escola, acho que para evitar fofoca. Ia na Toco e na Contra-Mão pra dançar. Tinha uma graninha, mas não era rico. Nem classe média média. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que eu penso nele, é como se fosse uma história não acabada na minha vida. Ele se foi, depois de um acidente de moto que, pelas fofocas da época, foi muito violento. E eu nunca pude me despedir de fato dele, acho que é por isso que parece uma história sem fim. Especialmente porque a última vez que eu o vi foi justamente a única em que eu tive coragem para falar com ele. E tomei uma senhora patada. Depois da patada, eu fiquei com raiva. Mais de mim do que dele. Porque eu sabia que seria daquela forma. Não o conhecia, mas sabia que, a qualquer tentativa minha, ele ia me dar um coice. E não era obrigação dele gostar de mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me despedi dele com um "tá bom M.", virando as costas, chateada, enquanto minha mão esquerda, que tinha acabado de segurar o braço direito dele, entre o pulso e o cotovelo, ainda latejava pelo único contato físico que tivemos na vida. Que custava ele ser educado e responder por que não ia mais na escola? Eu desci a rua dele sentindo o braço dele na minha mão, que eu segurei para chamar a atenção dele e fazê-lo parar para conversar quando estávamos atravessando a rua. Eu e meus cabelos medonhos e aquele maldito aparelho de dentes. Magrela. Mal vestida. Usando óculos. E ele sempre cercado das meninas mais bonitas da escola. O nosso Tom Cruise. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia de 1990 ele estava lindo, como sempre. Metidinho, como todo adolescente bonito e assediado aos 16, 17 anos. Eu sabia de cor as camisetas dele. Ele usava tênis Rainha azul escuro, sem cadarço e amassado no calcanhar, como se fosse chinelo. Meu irmão tinha um tênis igual e passou pra mim e eu usava igual a ele. Ele arregaçava e enrolava as mangas das camisetas nos ombros e elas viravam regatas. Eu fazia o mesmo. Ele sempre tava com pirulito, bala ou doce de amendoim, o que eram febres de todo mundo na escola. Eu sonhava com ele de olhos abertos, imaginando mil histórias. Eu era obcecada, doente por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhava fixamente para ele, muito séria. O achava lindo e irritante. Ele achava que eu ia ficar sem graça e sustentava meu olhar. Havia dia em que passávamos quase que todo o intervalo (o recreio) olhando um pra cara do outro. Mas ele não se lembrava de mim na escola. Quando ele falou isso, ali naquele encontro na rua dele em meados de maio de 1990, acho, eu pensei que havia passado todo o ano de 1989 em estado de delírio. Achei que eu tinha imaginado que ele tinha me notado, e olhado para mim. Mas eu sei que não delirei. Ele podia me achar medonha, mas se divertia horrores com a guerrinha de olhar. Me lembro de vários episódios, como da minha melhor amiga me dizendo "pára com isso! Eu é que tô com vergonha!" de uma das vezes em que eu e ele estávamos nessa guerrinha. Ele tava com a camiseta bordô Pakalolo, calça jeans azul meio gasta e o infalível tênis Rainha de calcanhar dobrado. Eu chupava pirulito e ele comia, acho, um doce de amendoim. E a Gi batendo leve no meu ombro: "pára com isso!" E eu respondendo: "eu não, ele que pare." Acabei desistindo porque deu o sinal e a gente tinha de voltar para a classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve o dia em que eu quase cai de cara no bumbum dele. Ele tinha um bumbum lindo! E eu subi atrás dele, babando, e tropecei. A Gi riu muito. Teve o dia do metrô. Eu desci para a plataforma por uma escada e parei na linha amarela. Logo em seguida ele desceu na outra plataforma. Eu tava olhando pro chão e quando levantei os olhos ele estava do outro lado, o fosso da linha entre a gente. Ele disfarçou um sorriso e eu disfarcei um sorriso. O metrô chegou, entramos e eu fiquei encostada na porta, de lado, olhando pra ele de canto de olho. Ele desceu na mesma estação que eu, a Carrão. Só que ele ia pro lado direito e eu pro esquerdo. Esperei ele passar na minha frente, pra apreciar o moço de costas. Sério, ele tinha um bumbum lindo, o que eu podia fazer? E eu queria ver para onde ele ia. Fiquei na passarela do metrô vendo-o ir embora até ele sumir de vista. Pensando pra onde ele ia. Hospital? Casa de namorada? Ai que ciúme que me deu a ideia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve também o último dia de aula em 1989, ano que por mim nunca deveria ter acabado. Nesse dia, eu fiquei com a Gi parada na escada rolante, olhando-o de longe, ele na fila do ônibus para ir embora. Eu só fui embora depois que o ônibus dele saiu. Isso demorou quase uma hora para acontecer. Ali achei que não o veria mais. Em 1990, a Gi mudou pra Publicidade e eu fiquei no normal pra prestar vestibular. Ele tinha se mudado para Publicidade. Mas estava matriculado no período da manhã. Um belo dia, ele apareceu à tarde, com caderno na mão. A Gi, nesse tempo, já era amiga de várias meninas que eram amiga dele no ano de 1989. Eu também conheci algumas na minha classe. Ele foi pra sala da Gi. Ela foi deixar o material e eu fiquei esperando por ela no final do corredor, antes de ir para o último andar, pois queria saber o que estava rolando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entrou na sala, deixou o material dele e voltou pro corredor, enquanto eu fui andando e parei no final pra esperar a Gi com notícias. Eu estava morta de vergonha porque tinha ido de saia aquele dia e minhas pernas são horríveis. Ela veio até mim e me contou: "ele mudou da manhã e vai estudar na minha sala!" Eu simplesmente fui escorregando até o chão, encostada na parede. Ele vendo tudo: eu esperando no final do corredor, a Gi chegando, ela me falando alguma coisa e eu escorregando até o chão... E a Gi: "menina, não faz assim!" E me puxou pra cima. Eu fiquei tão feliz que nem sabia o que fazer. Era a chance de ser amiga dele, pelo menos. E todo dia a Gi me dava relatório, apesar do nosso horário de intervalo não bater. Ela disse que ele era legal, pentelho porque ficava mexendo nas coisas dos outros, e que era muito palhação. Toda hora fazia as meninas rirem. Mas não durou nem duas semanas direito. Ele começou a mais faltar do que ir nas aulas. E ali por abril deixou de vez a escola. Ninguém sabia o que tinha acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi descobrir por conta. Eu sabia o sobrenome dele, que era incomum. Sabia onde ele pegava ônibus. Peguei a lista telefônica e o guia de ruas. Havia poucas pessoas com o sobrenome dele na lista de telefone. Achei dois endereços próximos de onde ele morava, mas apenas um era perto do ponto de ônibus em que ele ficava para ir pra escola. Vejam como eu realmente era obcecada por ele. Uma amiga minha pegava o mesmo ônibus que ele e eu a fiz prestar atenção em que ponto ele subia, daí eu fazer as deduções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descoberto o endereço e o telefone, fui lá na tal rua, ver se descobria a casa dele. Eu e uma amiga e uma amiga da minha amiga subindo a rua dele, vejo, há quase um quilômetro de distância (juro que não é mentira) uma figura descendo em direção a gente. Falei pra minha amiga: "vamos mudar de calçada porque ele tá vindo ali." Minha amiga duvidou: imagina, como eu ia saber que era ele àquela distância? E eu falando que era e era. A gente se aproximando. Não dava mais pra mudar de calçada sem ele nos ver. Minha amiga ficou besta por eu ter reconhecido M. de tão longe. Eu achei que devia me internar. E que ele devia ter medo de mim, porque tinha virado doença. Mas a gente acabou se cruzando na calçada, e ele fez uma cara de espanto para logo depois disfarçar. O menino era durão. Não queria dar bandeira. A gente subiu até o final da rua e começamos a descer. E ele voltou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de atravessar uma das ruas, ele quase chegando na calçada e eu começando a atravessá-la, no que ele passou do meu lado, eu o segurei pelo braço e o chamei pelo nome. Ele me olhou muito feio. Muito mesmo. Achei que eu ia apanhar. Mas logo o olhar feio foi substituído pelo olhar debochado, brilhante como se estivesse sempre soltando faísca. Ele sempre teve um olhar debochado, daqueles bem insuportável. Mas ele podia, lindo do jeito que era. Eu perguntei a ele por que ele não estava mais indo na escola e ele respondeu que não se lembrava de mim na escola. Eu olhei pra ele e falei: "ah, qual é M.?" E ele repetiu, muito sério, olhando nos meus olhos: "eu não me lembro de você lá na escola". Eu dei um suspiro e falei: "tá bom, M.". Virei as costas, me juntei à minha amiga que estava me esperando do outro lado da rua, e continuei descendo, sem olhar para trás, sentindo raiva e vergonha. Daquele dia até a notícia da morte dele, eu não havia mais falado sobre ele com ninguém. Foi como se eu tivesse guardado ele num porão qualquer em que só eu podia entrar. Lembrava dele todo dia, mas não falava mais dele. Comecei a me isolar cada vez mais na escola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram as férias de julho, eu peguei catapora e só podia voltar em agosto para as aulas. Faltei no primeiro dia de aula depois das férias. Uma das meninas me ligou e contou de supetão: "o M. morreu". Disse que tinha um aviso da morte dele na escola e um convite para a missa de um mês. Eu gritei e chorei por uns 5 minutos. A Gi pegou o telefone, mas eu não conseguia falar e ela pediu pra chamar minha mãe, que falou com ela. De repente eu parei de chorar. Voltei ao telefone e comecei a contar da catapora que eu peguei da minha priminha, das coceiras, do pó branco que me transformou em fantasma. Como se nada tivesse acontecido. Eu simplesmente resolvi não acreditar em nada daquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui à missa de um mês dele. Minha mãe deveria se encontrar comigo, mas desencontramos e ela seguiu direto para a igreja. Lá, na missa, eu assisti a tudo como se não fosse comigo. Eu não estava lá. Eu ouvia o nome do Marcelo, eu via as pessoas, mas estava em outra dimensão. Saí correndo da igreja, logo depois que perguntei a uma menina japonesa vestida de escoteira se era amiga dele e se sabia se ele tinha sido enterrado no Vila Formosa. Na descida, minha mãe me encontrou. Furiosa. Ela tinha se sentado junto da família dele e falado de mim. Ela achou que eu a tinha visto e ela jurou de pé junto que eu olhei pra ela. mas eu não a vi. Mesmo. Eu só queria sair dali. Ela achou que eu fingi e disse que ficou uma situação chata demais perante a família dele porque eu sumi. Mas eu realmente não a vi. Não vi ninguém. Eu fui, mas não estive lá na missa, de fato. Lembro de ver um moço parecido com ele abraçando uma moça loira que chorava muito, lembro de achar que a moça devia ser a namorada dele, e de mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia de 1990, na rua da casa dele, eu fui embora certa de que nunca mais o veria e que ali morria meu segundo grande amor - o primeiro foi um primo que não era de sangue, e que conhecia desde os 4 ou 5 anos. Mal sabia que aquele encontro na rua com ele seria o último porque ele iria embora da vida de todos, não só da minha, de modo definitivo. Eu queria ter reclamado com ele, tentado fazer com que ele fosse pelo menos legal comigo. Mas ele não se lembrava de mim, e repetia isso. Eu escuto direitinho essa frase dele, até hoje. É como se ele estivesse na minha frente, pronunciando-a. Me lembro que achei a voz dele parecida com a do Piquet e muito feia, perto da beleza dele. E eu pensei, quando ele falou aquilo: é, por que ele se lembraria? Ele foi tudo na minha adolescência. Mas eu não era nada. Apenas mais uma feiosinha correndo atrás. Será que ele sabe, hoje, o tamanho da mágoa e do estrago que causou com um simples "eu não me lembro de você lá na escola"? Será que ele pediria desculpas para mim? Duvido. Mas mesmo assim, eu sofro até hoje por causa dele. E sinto que a história não se fechou porque eu não consegui me despedir do meu segundo grande amor como eu queria. Com um beijo no rosto e um seja feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-4780213371772000557?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/4780213371772000557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=4780213371772000557&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4780213371772000557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4780213371772000557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/07/marcelo.html' title='M.'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-6749975807692911182</id><published>2009-11-20T13:00:00.003-02:00</published><updated>2009-11-20T13:23:42.210-02:00</updated><title type='text'>Simplicidade</title><content type='html'>O padre Tarcísio quase sempre cita a questão da simplicidade em seus sermões na missa que eu sempre vou aos domingos, no lindo Santuário de Santa Isabel. Gosto muitíssimo dos sermões dele, tanto que tem uma igreja na minha rua, mas eu prefiro pegar o carro e ir até a Santa Isabel para ouvi-lo. Eu sou de família católica, fiz comunhão, mas me afastei da religião completamente em 1989, depois do acidente. E a mesma pessoa que me levou para longe da religião, agora, me fez voltar a ela, em busca de um pouco de paz de espírito e equilíbrio. Está funcionando. Tem sido importante ouvir o padre Tarcísio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso era para falar desses casos de pais e mães que esquecem os filhos dentro dos carros e perdem as crianças. Essa semana tivemos mais um caso de uma mãe que deixou sua bebê dentro do carro. Ela tinha claro que havia deixado a menina na escolinha, mas não fez isso. Todo mundo se pergunta o que faz uma pessoa que sempre se mostrou responsável, que não estava bêbada ou drogada, esquecer seu filho trancado no carro, em um calorão horrível, e não se lembrar. Depois a pessoa chega no carro e dá de cara com o filho morto, desidratado pelo calor. Não há pena de prisão necessária para esses pais. Vão se martirizar pelo resto da vida. Casamentos acabam, famílias, se desmancham. Tudo desmorona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, acho que essas coisas acontecem porque não seguimos os conselhos de padre Tarcísio sobre a simplicidade. Nossas vidas nessas cidades gigantes, tão corridas, tão cheias de pressão, de responsabilidades, de regras, de horários, de obrigações. Tão vazias de sentimentos, de humanidade, de educação, de gentileza, de simpatia, de cooperação, de olhar o próximo, tão violentas e cheias de desconfiança. A gente liga o piloto automático, fazendo todo dia a mesma coisa, tudo sempre igual. Igual a música de Chico: "todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às três horas da manhã, me sorri um sorriso pontual..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo para se divertir as coisas são complexas, e quase tudo depende do dinheiro, que, no final das contas, é o que nos leva a levar a vida de autômato nessas cidades em que se compete por tudo: espaço no ônibus, no metrô, na fila do banco, na fila do restaurante, no trânsito. Todos precisam chegar logo nos lugares para serem eficientes e ganharem dinheiro e continuarem tendo espaço para mostrar sua eficiência. Estuda-se para melhorar na profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a escolha do divertimento tem propósitos, muitas vezes, ligados a profissão: pessoas que frequentam determinado restaurante porque lá vão os executivos de seu interesse, assistem determinados filmes porque todos no trabalho falarão disso... Até relaxar vira obrigação, para que você seja uma pessoa equilibrada no trabalho. E para quase tudo hoje que se queira fazer é preciso ter dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dar conta de tudo, fazemos as coisas sem notar. Ligamos o tal piloto automático, baixamos a cabeça e seguimos em frente. Todo robô vai falhar em algum momento. E alguém terá de corrigi-lo, porque ele sozinho não consegue. E nem sempre tem alguém do lado do robô para arrumar o que o robô deixou de fazer. Foi o que aconteceu com essa mãe. Se a vida fosse mais simples, talvez, ninguém precisasse ser robô nessa vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de fazer coisas que não seguem objetivo algum, não tem propósito ou utilidade. Gosto de dançar, mas não quero ser bailarina profissional. Gosto de estudar, mas não necessariamente aquilo que estudo tem utilidade para eu fazer dinheiro ou me promover. Estudo porque gosto e pronto. Se é útil, ótimo, se não é, ótimo também. Comecei a fazer isso porque realmente estava cansada de sempre fazer algo com algum objetivo maior. Enquanto estava envolvida nisso, deixava de ver outras coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda falta muito para que eu consiga levar uma vida mais simples. Mas eu não sou consumista, por exemplo, e isso é mais de 70% do caminho para a simplicidade que o padre Tarcísio prega. Ele sempre pergunta: quando pedimos algo, a gente avalia se realmente precisa daquilo? Eu sempre me faço essa pergunta. E não preciso de quase nada que eu quero, constatei. Isso reduziu a pressão que tinha em mim sobre ter de obter dinheiro. Porque correr atrás do dinheiro nos faz levar uma vida de loucos, de modo que a gente pode até esquecer o filho dentro do carro... Não, não quero nada disso pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-6749975807692911182?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/6749975807692911182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=6749975807692911182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6749975807692911182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6749975807692911182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/simplicidade.html' title='Simplicidade'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-8106472945937450799</id><published>2009-11-15T18:46:00.004-02:00</published><updated>2009-11-20T12:58:53.324-02:00</updated><title type='text'>Auto-terapia</title><content type='html'>Fê pergunta se estou fazendo terapia... Não. Eu fiz, quando tinha 11 anos. Até os 13 anos. Não fez nenhuma diferença. Eu não queria falar sobre nada com ninguém na época. Como não quero falar com terapeutas hoje. Escrevo aqui porque sempre fui assim: organizo melhor as ideias escrevendo. Sempre me ajudou escrever. Para estudar, por exemplo, eu sempre escrevia, não bastava apenas ler. Mas não é só essa falta de disposição em querer falar sobre as coisas que me faz ficar longe de terapias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre ouvi que terapeutas são profissionais que ajudam a gente a chegar às respostas, entender porque tais e tais coisas acontecem conosco. Não vão nos dar respostas, mas ajudar a entender as crises de modo que a gente chegue a essas respostas. Eu já consegui formular as perguntas sobre por que as coisas são como são e já cheguei às respostas. E até sei de algumas soluções para alguns dos problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sou como aquele fumante que descobre um terrível problema no pulmão e que sabe que só parando de fumar vai conseguir melhorar do pulmão. O grande problema desse fumante é o como parar. Ele sabe que tem de parar, e sabe porque tem de parar. Mas ninguém consegue mostrar para ele como parar. Eu precisaria do "como" para algumas coisas. Para outras, eu sei que teria de abandoná-las, e eu não quero deixá-las. São importantes, mesmo que já tenham passado. Não sei ficar sem elas. Tentar me livrar delas é mais dolorido do que mantê-las comigo. Deixá-las faria com que eu deixasse de ser eu mesma, faria com que eu não me reconhecesse nem reconhecesse a vida que tive, dando a sensação de ter sido uma vida que me contaram que ocorreu, ou um filme que eu vi e que nada teve a ver comigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São coisas que me fazem bem e mal, mas eu não quero abandoná-las. Não é questão nem de não conseguir, mas de realmente não querer. Então, é a mesma situação de um drogado: se ele não quer ser tratado, mesmo reconhecendo o mal que lhe faz e faz aos outros, ele não vai ser tratado. A pessoa precisa querer superar aquilo. Eu não quero. Especialmente porque ao abandoná-las, eu teria de viver de outra forma, ser outra pessoa. E eu não quero, tenho medo de viver no mundo real, não gosto de mudanças, não gosto de surpresas, não gosto de instabilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro a segurança de uma situação infeliz que eu já vivo e com a qual já me acostumei a uma situação desconhecida que tem potencial para ser melhor, mas pode ser um desastre maior do que a situação de hoje. Não tenho postura otimista para acreditar que as coisas seriam melhores se eu mudá-las. Sou pessimista desde sempre. E ser pessimista é um consolo: se as coisas dão errado, você já esperava por aquilo. Se dão certo, você comemora mais. Não cria expectativas. Todas as vezes que eu fui otimista eu me decepcionei. Todas. Todas. Não caio mais nessa. Então, terapia, para mim, não funcionaria. Eu tenho de lidar sozinha com meus fantasmas. E eles são quase inofensivos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-8106472945937450799?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/8106472945937450799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=8106472945937450799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/8106472945937450799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/8106472945937450799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/auto-terapia.html' title='Auto-terapia'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-4776919291447600942</id><published>2009-05-07T20:07:00.001-03:00</published><updated>2009-11-20T12:46:31.839-02:00</updated><title type='text'>Uma oferta</title><content type='html'>Na Páscoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Titi, você quer doce, você quer? (Ele sempre faz pergunta com entonação e repete a pergunta ao final da sentença...)&lt;br /&gt;Eu - Quero sim, amor. Você escolhe e traz pra mim, por favor?&lt;br /&gt;Sobrinho - Tá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele entra na cozinha, mas volta. Com o dedinho apontado pra mim, diz:&lt;br /&gt;Sobrinho - Mas só um doce, só um!&lt;br /&gt;Eu - Tá bom, bebê, só um...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele volta, com um bombom muuuuuito gostoso.&lt;br /&gt;Eu - Ai que delícia, obrigada!&lt;br /&gt;Sobrinho - De nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que o pestinha só tem 2 anos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-4776919291447600942?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/4776919291447600942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=4776919291447600942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4776919291447600942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4776919291447600942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/uma-oferta_07.html' title='Uma oferta'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-4839397612930675708</id><published>2009-05-07T20:04:00.001-03:00</published><updated>2009-11-20T12:46:31.808-02:00</updated><title type='text'>Titi "Ininha"</title><content type='html'>Fui oficialmente chamada de criança esse final de semana (24 e 25 de março). Bebê abre a porta da estante e diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Ivo vovôi... (Tradução: livros do vovô).&lt;br /&gt;Eu - Ah, não é livro, é DVD do vovô.&lt;br /&gt;Sobrinho (falando agora em tom bravo) - Fechá, num poide mexê ocê! (Tradução: vou fechar, você não pode mexer!)&lt;br /&gt;Eu - A titi não pode mexer nos DVDs do vovô???!!!&lt;br /&gt;Sobrinho - Não poide! (Tradução: Não pode!)&lt;br /&gt;Eu - E por que titi não pode mexer?&lt;br /&gt;Sobrinho - Ocê ininha! &lt;br /&gt;Eu - Eu sou menininha????&lt;br /&gt;Sobrinho - É!" (dando risada da minha cara, o pentelho!)&lt;br /&gt;Eu - Então eu sou menininha e menininha não pode mexer nos DVDs, só meninona?&lt;br /&gt;Sobrinho - É! Ixo! Não poide mexê ininha! (Tradução. É isso. Menininha não pode mexer!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí ele fecha a porta da estante...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-4839397612930675708?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/4839397612930675708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=4839397612930675708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4839397612930675708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4839397612930675708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/titi_07.html' title='Titi &amp;quot;Ininha&amp;quot;'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-2349037354877336262</id><published>2009-05-07T20:14:00.001-03:00</published><updated>2009-11-20T12:46:31.710-02:00</updated><title type='text'>"Paminhão" de cana</title><content type='html'>Fui de babá às compras no domingo, dia 3 de maio, com meus pais. É tarefa impossível fazer compras com o meu sobrinho junto. Ou bem cuidamos das compras ou bem cuidamos do menino. Bem, ficamos eu e ele lá fora, porque ele queria ver os caminhões que passam na avenida. O supermercado fica no alto de um morro, distante da avenida um pouco, então a visão é privilegiada. Vem o primeiro caminhão na avenida e ele já grita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Oia o paminhão!!! (traduzindo - paminhão = caminhão)&lt;br /&gt;Eu - Nossa, que lindão o caminhão, hein!&lt;br /&gt;Sobrinho - É! Eu queio um paminhão de cana.&lt;br /&gt;Eu - Onde é que você viu um caminhão de cana, moleque?&lt;br /&gt;Sobrinho - Na minha ivista. (traduzindo - ivista = revista)&lt;br /&gt;Eu - E você tá juntando moedinha para comprar um caminhão de cana?&lt;br /&gt;Sobrinho - É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Vovôi tá untando assim de boeda e vai compá paminhão de cana pa mim. (traduzindo = vovô está juntando um monte de moedas e vai comprar caminhão de cana para mim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já sabe que, sozinho, não tem como juntar as moedas pra comprar o tal caminhão de cana. Detalhe: ele nunca viu caminhão de cana, mas foi minha cunhada e minha mãe mostrarem uma única vez a foto de um e pronto. Agora ele quer porque quer o tal "paminhão". O menino adora revista de transporte porque tá "assim de "paminhão" - e quando ele fala "assim", ele junta os dedos para dizer tem muito de alguma coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-2349037354877336262?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/2349037354877336262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=2349037354877336262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2349037354877336262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2349037354877336262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/de-cana_07.html' title='&amp;quot;Paminhão&amp;quot; de cana'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-6045595033103786110</id><published>2009-05-07T20:02:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.941-02:00</updated><title type='text'>Vamos dar uma voltinha?</title><content type='html'>Eu e meu sobrinho, de dois anos e meio, batemos altos papos. Ele adora falar e eu também. Encho o menino de pergunta. Eu adoro o moleque, é minha paixão e não sei viver sem ele. Todo fim de semana eu vou na casa da avó dele (a minha mãe), que é onde ele mora, para ficar com ele um pouquinho... Esse foi um rápido diálogo, travado no domingo último (15 de março), quando eu abri meu carro para ele brincar lá dentro, mas resolvi ir na lan-house checar e-mails e levei o pimpolho comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Vamos dar uma voltinha, bebê?&lt;br /&gt;Sobrinho - Não, um voltão!!! (abrindo os braços pra mostrar o tamanho da volta...) rsrsrsrsrs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse japinha (minha cunhada é japonesa) é uma figura, viu!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-6045595033103786110?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/6045595033103786110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=6045595033103786110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6045595033103786110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/6045595033103786110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/vamos-dar-uma-voltinha.html' title='Vamos dar uma voltinha?'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-109228316498738463</id><published>2009-05-07T20:09:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.911-02:00</updated><title type='text'>Titi, o banco ambulante</title><content type='html'>Cheguei cedo na minha mãe na quarta-feira, dia 22 de abril. Bebê vem correndo ao meu encontro. Quando o portão foi aberto, ele lasca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Você tem uma "boeda", você tem??? (Traduzindo: boeda = moeda)&lt;br /&gt;Eu - Ei, é assim, é? Um beijo e um bom-dia, nada, né? Tá me achando com cara de banco agora?&lt;br /&gt;Sobrino ficou em silêncio, mas abriu aquele lindo e interesseiro sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, eu que acostumei o garoto a ganhar moedas. Naquele dia ele ganhou todas as cerca de 10 moedas que eu tinha na carteira. De noite eu voltei na minha mãe e dei mais uma "boeda", de R$ 1,00, que estava perdida na mala do laptop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na definição do bebê, a moeda de R$ 1,00 é um "boedão" ou uma "boeda gandona". O cofrinho que ele tem está pesadíssimo de "boedas", que ele vai usar para comprar um "paminhão" (traduzindo paminhão = caminhão). E o pai dele tá morrendo de inveja, vê se pode? Disse que nunca ganhou moeda e mesada de ninguém... rsrsrs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-109228316498738463?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/109228316498738463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=109228316498738463&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/109228316498738463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/109228316498738463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/titi-o-banco-ambulante.html' title='Titi, o banco ambulante'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-3213036671878763261</id><published>2009-05-07T20:12:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.902-02:00</updated><title type='text'>Fica quieto!</title><content type='html'>No telefone na quarta-feira, 29 de abril, eu no maior papo com sobrinho... Um barulho acontece perto de onde ele está, na casa da avó, a minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Você ouviu isso?&lt;br /&gt;Eu - Ouvi sim.&lt;br /&gt;Sobrinho - Que isso? (Ele não fala mais ixo, é bem raro agora...)&lt;br /&gt;Eu - Não sei, não posso ver, o barulho foi aí perto da casa da vovó. Fala pro moço parar de fazer barulho.&lt;br /&gt;Sobrinho (totalmente irado) - Moço, paia de faizê bauiuo. Tô conveisando com a titia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Não sei de onde veio a associação dele de pedir silêncio porque ele estava conversando comigo, porque eu não falei nada disso pra ele, ele que associou barulho com atrapalhar a nossa conversa. Mas achei uma coisa super-hiper adulta da parte dele. Que só tem 2 anos e 7 meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-3213036671878763261?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/3213036671878763261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=3213036671878763261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3213036671878763261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3213036671878763261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/fica-quieto.html' title='Fica quieto!'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-3276836916105596632</id><published>2009-05-08T18:26:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.890-02:00</updated><title type='text'>Babá de cachorras</title><content type='html'>Deixei minhas cachorras de quarta para quinta na casa da minha mãe. Perguntei pro sobrinho se ele cuidaria delas, ao que ele disse que sim. Quinta de noite, fui buscar as dogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Você cuidou das minhas cachorras?&lt;br /&gt;Sobrinho - Não. (Com a maior cara de pau do mundo...)&lt;br /&gt;Eu - Não??!! Como assim??!!&lt;br /&gt;Sobrinho - Eu tava muito opado com o paminhão caegando aeia. (tradução = eu estava muito ocupado com o caminhão carregando areia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, ele usou a mesma desculpa de estar muito "opado", brincando comigo, para não dar um beijo na mãe dele. E ele ainda faz um gesto com a mão esquerda (ele é canhoto) de espera, para dizer que realmente ele não tem tempo, o esnobezinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã, na quinta, ele foi acordar o meu pai com a seguinte frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vovôi, a vovó tava fazeiindo um baiuiu horrível! (tradução = a vovó tava fazendo um barulho horrível!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe, a avó dele tava na rua, fazendo caminhada. Mas onde diabos ele está aprendendo essas palavras sofisticadas (ocupado, horrível)??? Ele só vê o Discovery Kids, caramba!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-3276836916105596632?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/3276836916105596632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=3276836916105596632&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3276836916105596632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3276836916105596632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/05/baba-de-cachorras.html' title='Babá de cachorras'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-8195320153689362701</id><published>2009-06-04T17:40:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.862-02:00</updated><title type='text'>A fome</title><content type='html'>No carro, esperando pelo meu pai para irmos na padaria. Sobrinho coloca a mão no estômago:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrinho - Tem um buiaco aqui. Tá oncando... (Tem um buraco aqui, está roncando.)&lt;br /&gt;Eu - É mesmo, bebê?&lt;br /&gt;Sobrinho - É. Tem comê pão. Assim de pão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-8195320153689362701?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/8195320153689362701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=8195320153689362701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/8195320153689362701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/8195320153689362701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/06/fome.html' title='A fome'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-4350218108959008631</id><published>2009-06-04T17:44:00.000-03:00</published><updated>2009-11-20T12:44:37.832-02:00</updated><title type='text'>Essa foi com o pai e a irmã</title><content type='html'>Não foi comigo, eu não vi, mas foi algo assim. Sobrinho queria o telefone celular da irmã dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmã - Para que você quer o celular?&lt;br /&gt;Sobrinho - Eu peciso! (Eu preciso!)&lt;br /&gt;Pai do sobrinho - Pra que você precisa do celular?&lt;br /&gt;Sobrinho - Pa faiá! (Para falar!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pergunta cretina, resposta imbecil! kakakakakaka&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-4350218108959008631?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/4350218108959008631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=4350218108959008631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4350218108959008631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4350218108959008631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/06/essa-foi-com-o-pai-e-irma.html' title='Essa foi com o pai e a irmã'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-2970042591164938232</id><published>2009-11-13T16:41:00.003-02:00</published><updated>2009-11-13T17:01:30.997-02:00</updated><title type='text'>Um bocado de luz</title><content type='html'>Eu estou feliz como há muito... muito... não me sentia. Depois de quase duas semanas da carta, e eu me sentindo miserável, pensando que tinha causado sofrimento a alguém, ela me ligou e falou comigo de uma forma tão legal, tão gentil, que nem sei como agradecê-la. Acho que ela gostou de mim. Eu gostei dela, definitivamente. Vou conhecê-la e vamos falar mais e mais e eu vou entender se gostei de alguém que existiu ou de alguém que eu criei. E pelo que eu já sei, a minha primeira resposta é que eu não inventei nada, meu sexto sentido não me enganou. Talvez eu não consiga dar andamento a minha vida, pois eu estou presa nesse tempo, nesse passado, mas uma simples ligação já amenizou tanto meu sofrimento que só Deus mesmo pode entender a leveza do meu espírito nessa sexta-feira 13. Hoje eu só consigo sorrir e agradecer. Queria que esse estado de graça durasse muito, muito, muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 1 - Não há cigarros na história...&lt;br /&gt;PS 2 - Não há cadeados na história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-2970042591164938232?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/2970042591164938232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=2970042591164938232&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2970042591164938232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2970042591164938232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/um-bocado-de-luz.html' title='Um bocado de luz'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-2199876296941214763</id><published>2009-11-05T16:56:00.007-02:00</published><updated>2009-11-05T18:57:53.462-02:00</updated><title type='text'>De quem é o jogo?</title><content type='html'>Depois do que ocorreu nesse final de semana (a carta, a vergonha, a rejeição, o sermão na igreja na missa do dia 2, as palavras da Fê), eu comecei a tentar sair fora, e o primeiro passo foi tirar as duas imagens do alcance da minha vista. Até porque, de início, a rejeição me causou a impressão de que me tiraram algo, de novo. Parece que se foi, de novo. Só que, ao dar o primeiro passo, parece que tudo mudou e que agora me persegue, invisível, que paira sobre mim, que flutua ao meu lado, nas minhas costas, à minha frente, que me acompanha o tempo todo. Que está por aí e eu vou dar de cara com você a qualquer momento... algo que eu queria sentir antes, e consegui agora, justo agora, que não quero mais. E sinto que ri de mim, cruelmente, como a dizer "você não queria brincar? Agora aguenta!". Como no jogo de gato e rato, como se o gato estivesse prendendo o rato pela barriga e levantasse a patinha rapidamente, o suficiente para o rato tirar o corpo debaixo dela, mas antes de sair por inteiro, a patinha do gato desceu e prendeu o rato novamente, pelas pernas. Como se quisesse que eu me liberasse, mas assim que viu que eu podia sair, resolvesse me prender novamente, porque a ideia de ser esquecido não parece suportável. Para eu não me aproximar demais, mas para não ficar muito longe também. Para eu ficar um pouco mais distante, e sofrer menos, mas não me afastar o suficiente para que o esqueça e deixe de sofrer por completo. É mais um joguinho? E se é mais um joguinho, é um joguinho seu ou um joguinho da minha cabeça?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-2199876296941214763?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/2199876296941214763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=2199876296941214763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2199876296941214763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/2199876296941214763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/uma-incomoda-sensacao.html' title='De quem é o jogo?'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-538045958186759141</id><published>2009-11-05T13:10:00.003-02:00</published><updated>2009-11-05T13:22:10.421-02:00</updated><title type='text'>Duas pequenas intuições</title><content type='html'>Mimado... é... mimado. Mimadinho. Filhinho de mamãe. Daqueles que a mãe não quer ver o que é negativo no filhote. O sumiço do cigarro é típico, até vejo a cena de uma mão feminina tirando aquilo e ainda dizendo: "quem foi que colocou esse lico aqui?" Rá!!! &lt;br /&gt;Me ocorre que se não fosse assim, e limites fossem impostos, talvez nada tivesse acontecido. Fechar os olhos para defeitos de filhos pode ser grave, não colocar limites também. Me parece o caso... &lt;br /&gt;E aposto que, depois de tudo, haverá um cadeado. Para que ninguém mais o influencie negativamente com cigarros e outras porcarias como cartas malucas. Porque se trata de um pobrezinho altamente influenciado pelas más companhias, né? Tadinho, tão ingênuo e indefeso aos olhos de mamãe... Ela deve ser uma sogra com s maiúsculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-538045958186759141?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/538045958186759141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=538045958186759141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/538045958186759141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/538045958186759141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/duas-pequenas-intuicoes.html' title='Duas pequenas intuições'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-3348349497282926066</id><published>2009-11-01T22:52:00.008-02:00</published><updated>2009-11-02T00:07:57.567-02:00</updated><title type='text'>Não daria certo</title><content type='html'>Hoje, dei de cara com um maço de cigarros Hollywood e esse pequeno pacote foi mais uma das muitas indicações de que eu e você... Não era pra ser... Não, não era, definitivamente. Você, testando limites, se divertindo. Eu, sendo certinha, politicamente correta, tentando agradar gregos e troianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Estou na minha terceira lata de cerveja, sem ter sentido grandes efeitos até agora. Acho que terei de ir pra quarta, porque a anestesia não tá funcionando dessa vez. Bem, parece que eu parei de chorar. Mas continuo sentindo uma dor tão forte quanto naquela época. Quarta latinha iniciada, se Deus quiser, coma alcóolico sem socorro e eu nunca mais volto aqui...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um mistério. Mas não me surpreendi vendo o Hollywood. Combina com você, de qualquer forma. Você, audacioso, corajoso, voluntarioso. Eu, medrosa, encolhida, comum. O que teria sido de mim, com você? Eu teria ido pelo seu caminho, tão contrário a tudo o que me fizeram acreditar que era o certo? Hoje eu seria diferente? Acho que sim. Acho que teria sofrido, teria comido o pão que o diabo amassou com você, mas hoje eu seria mais forte, mais esperta, e talvez acreditasse um pouco mais em mim por saber que eu podia suportar muita coisa ruim. Você teria me dado essa lição; ao invés disso, me ignorou. Sua lição foi: eu sou um nada. Como eu já havia tido essa lição de várias pessoas, em várias ocasiões, não me acrescentou em nada você me desprezar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a gente tivesse sido bons amigos, já pensou nisso? Talvez eu tivesse eu botado um pouco de juízo na sua cabeça, e talvez você estivesse aqui ainda hoje porque tinha uma politicamente correta do seu lado, nem que fosse só por amizade. Já pensou nisso? Talvez você tivesse me ensinado a levar a vida menos a sério, ou a arriscar mais. Já pensou nisso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tivesse realmente aprendido a amar alguém pelos defeitos e qualidades, e não apenas pelas coisas boas. Talvez você me mantivesse sua amiga, mas sempre com aquela esperança de um dia, quem sabe... e eu acabasse como sua madrinha de casamento nesse lance de amizade, sofrendo porque estava ali, do seu lado, amiga do peito, e só. Eu seria muito diferente, se você tivesse dado chance de algo acontecer entre a gente. E talvez sua vida tivesse sido outra, e hoje a gente estivesse discutindo isso na mesa de um bar...    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria te odiar por aquele pouco de humilhação que eu sofri. Eu queria muito, mesmo, detestar você, muito e muito e muito, até chegar ao ódio. Mas só consigo ouvir Estranged, do Gun´s, que está no repeat, e beber e chorar. Eu sempre quis que meu orgulho falasse mais alto, que eu entendesse sua frase como uma dose cavalar de desprezo por mim. Sua forma de olhar e de se divertir às minhas custas, à distância... Imagino o quanto você teve ter rido de mim, a ridícula, e tirado onda, comentando com seus amigos sobre a idiota aqui... Imagino tudo que posso para te odiar, te detestar. E eu só choro e me pergunto, pra que tudo aquilo, de que te valeu tudo aquilo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"An now that you've been broken down&lt;br /&gt;Got your head out of the clouds&lt;br /&gt;You're back down on the ground&lt;br /&gt;And you don't talk so loud&lt;br /&gt;An you don't walk so proud&lt;br /&gt;Any more, and what for"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que toda a beleza, e o ar superior, e as pessoas em volta, e a diversão e os planos? E ao mesmo tempo me é insuportável a ideia de que você não está por aqui, dormindo, comendo, fumando, amando, odiando, trabalhando... acordando todo dia para ir ao trabalho, se aborrecendo com as chatices do cotidiano, talvez sendo sacana com sua mulher, criando um filho... Eu estaria melhor se soubesse que você está por aí, mesmo que não comigo, mesmo que não estando feliz, mesmo que longe do meu alcance como sempre você esteve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A cerveja começou a fazer efeito, finalmente...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre tenho a impressão de que você é um daqueles casos em que Deus achou melhor não realizar um desejo meu porque eu sofreria muito mais se Ele atendesse meu pedido. A gente tem de tomar cuidado com o que deseja porque o desejo pode se tornar realidade. Tem coisas que não eram pra ser. Você não era. Acho que eu estaria muito pior hoje, se tivéssemos ficado juntos naquela época. Talvez você fosse me desviar do meu caminho, sei lá... Mas, mesmo consciente disso, eu não consigo me conformar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem um beijo, um abraço, nada. Só olhares, minha mão segurando seu braço... eu não posso me satisfazer só com isso. E eu preciso saber quem é você pra entender por que estou tão presa a você. Não é só a minha insanidade, meus complexos, traumas. Sei que tem algo maior, e só sabendo quem você era eu acho que poderei entender. Daí a carta. Mas acho que ela não será lida, né? Mais um sinal seu de que eu devo ficar longe... como sempre... Mas você.... "you don't talk so loud, and you don't walk so proud, any more". E afinal, o que você ganhou sendo assim, hein? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu: &lt;br /&gt;"I'll never find anyone to replace you&lt;br /&gt;Guess I'll have to make it thru, this time &lt;br /&gt;Oh this time&lt;br /&gt;Without you"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como pode, uma pessoa que eu não conheci me fazer sofrer e querer morrer desse jeito, tantos anos depois?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-3348349497282926066?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/3348349497282926066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=3348349497282926066&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3348349497282926066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/3348349497282926066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/11/nao-daria-certo.html' title='Não daria certo'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-4333910681152612968</id><published>2009-10-30T15:37:00.002-02:00</published><updated>2009-10-30T15:50:44.585-02:00</updated><title type='text'>Será?</title><content type='html'>Eu coloco imagens diferentes como papel de parede do meu laptop. De homens que eu gosto; no geral, famosos. Mas eu consegui uma foto de M., e não vou dizer como, porque é coisa de gente doida fazer o que eu fiz pra ter a foto. Definitivamente não é o ato do qual mais me orgulho na vida, pelo contrário, morro de vergonha. E, apesar da vergonha, eu botei a foto no celular e no laptop, e ele agora tá comigo onde quer que eu esteja - desde que eu não esqueça o celular, o que ocorreu ontem e me deixou maluca porque eu fiquei sem a foto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meu sobrinho, do alto dos seus 3 anos, já sabe mexer em computador e até em internet. A tia ensinou algumas coisinhas, o pai dele outras, o avô outras. E ele mexe no meu computador, claro, pra ver fotos de caminhão no google e para jogar os jogos do Discovery Kids.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eis que ele vai mexer no meu computador e se depara com a foto de M... ele nunca fez comentário nenhum sobre nenhuma das fotos anteriores que já viu, de diferentes homens, no meu computador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele olha essa foto e diz:&lt;br /&gt;- Olha, titia! Que moço bunitãaaaaoooo! (sei lá onde ele aprendeu a palavra bonitão...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu respondo:&lt;br /&gt;- É, ele é mesmo lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha de novo a foto atentamente, aponta para o rosto na tela, e diz:&lt;br /&gt;- Ele gosta de você, titia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspiro, dou um dos sorrisos mais tristes que já dei na vida, passo a mão na cabeça do meu sobrinho e falo, em voz bem baixa:&lt;br /&gt;- Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu sobrinho não viu as lágrimas correndo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-4333910681152612968?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/4333910681152612968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=4333910681152612968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4333910681152612968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/4333910681152612968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/10/sera.html' title='Será?'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-7111421545911864903</id><published>2009-10-29T16:28:00.004-02:00</published><updated>2009-10-29T16:41:20.510-02:00</updated><title type='text'>Pré Natal</title><content type='html'>Eu já comecei a comprar presentes para mim mesma, apesar de ainda faltar muito tempo para o Natal... Comprei o livro novo do Ayrton, escrito pelo Hilton, e o livro é lindíssimo. Tem cópias de credenciais, cartas, adesivos, certidão de nascimento, o diabo... Maravilhoso! Eu amei, e nem comecei a ler o livro ainda... rsrs&lt;br /&gt;O outro presente é mais barato, mas não menos importante. Eu sempre quis ter roupas da Pakalolo, marca comprada pela Marisol e que voltou ao mercado recentemente, com roupas e acessórios infantis e para "aborrecentes". Quando a grife era um sucesso, na virada dos 80 para os 90, eu era uma "aborrecente" e podia usar Pakalolo, mas não tinha grana. Agora eu tenho grana, mas não tenho mais idade para usar Pakalolo. Contudo, resolvi mandar a idade a merda. Comprei uma mochila liiiiiiiiiiiiiiiinnnnnndddaaaaa, branca, cheia de brilhinho, com um coração, escrito Angel e Precious, e também escrito Pakalolo em letra de mão. Tinha outras, rosinhas com carinhas de boneca pra todo lado, mas eu não sou paquita, então quando vi essa branca, morri de amores por ela. Agora estou caçando uma calça jeans e uma camiseta Pakalolo. E precisa ser uma camiseta escrita Pakalolo na frente, porque eu preciso ler o nome da grife. Quero deixar claro que sempre detestei grife e achei estúpido esse lance de a gente pagar para fazer propaganda pra alguém. Meu lance com a marca Pakalolo não tem relação coma imagem da marca, com o preço dos seus produtos, com status que ela possa dar a quem usa, mas com uma pessoa que gostava de usar Pakalolo. É só por isso que sou louca por Pakalolo. Aliás, eu era e continuo sendo mesmo uma louca por Pakalolo. E não estou me referindo à grife...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-7111421545911864903?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/7111421545911864903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=7111421545911864903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/7111421545911864903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/7111421545911864903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/10/pre-natal.html' title='Pré Natal'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-916096143571163870</id><published>2009-10-16T21:51:00.002-03:00</published><updated>2009-10-16T22:18:54.036-03:00</updated><title type='text'>A própria morte</title><content type='html'>Dizem que sonhar com a própria morte é bom sinal... Não sei. Não acho que acredite nisso. Mas essa semana eu sonhei que havia morrido. E, por incrível que pareça, acordei muito bem, como há muito não me sentia. Tranquila, em paz, descansada. Sonhar com a morte, geralmente, é algo que todo mundo chama de pesadelo. Mas não foi o meu caso. Eu estava numa casa que parecia a minha. Era um sobrado. Mas eu não via nada, estava tudo absolutamente na escuridão, apenas uma luz amarelada como a luz de vela iluminava fracamente o meu rosto, até a altura dos meus ombros e o colo. E mesmo na escuridão total eu conseguia me mover como se tudo estivesse iluminado ou se eu conhecesse perfeitamente a casa. Eu ouvia uma voz, que não sei de quem era e nem se era de mulher ou homem - acho que era uma mulher. A voz era baixa e eu ouvia apenas algumas das palavras, o suficiente para entender o que eu devia fazer. Lembro da voz me mandar subir. Eu fui para o andar de cima, percorri um corredor e cheguei a um quarto. A voz mandou eu me deitar. Não sei no que me deitei, parecia uma cama, mas podia ser um caixão, não havia tecido algum - lençol, travesseiro, colcha, cobertor, nada. Eu me deitei e a voz disse que tudo iria acabar bem, que eu não devia me preocupar. Fiquei um tempo ali deitada, sozinha, a voz parecia ter me abandonado. Senti que ela estava em outros cômodos, provavelmente orientando outras pessoas e fiquei esperando ela voltar. Ela voltou e disse que tinha chegado a minha vez. Pediu que eu respirasse normalmente, fechasse os olhos e não os abrisse mais. Eu fechei e tudo ficou na completa escuridão. Deixei de ver meu rosto iluminado pela luz amarelada nesse momento. Ficou um silêncio completo ao meu redor e eu só via tudo preto, preto mesmo. Não senti medo, dor, frio, nada. Apenas o silêncio. E a última coisa que eu ouvi a voz dizer foi: pronto, acabou, é isso. E eu fiquei lá, na completa escuridão, sem ver ou sentir ou ouvir mais nada. A morte me pareceu algo muito tranquilo... Tão tranquilo que não me incomodaria de morrer hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-916096143571163870?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/916096143571163870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=916096143571163870&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/916096143571163870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/916096143571163870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/10/propria-morte.html' title='A própria morte'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2096444554468399179.post-167273826418026345</id><published>2009-10-06T10:41:00.006-03:00</published><updated>2009-10-07T22:41:29.318-03:00</updated><title type='text'>O presente</title><content type='html'>Desde muito pequena, acho que desde que me lembro de ser gente, eu sempre, sempre, sempre me senti rejeitada. Antes mesmo de me sentir feiosa, me sentia rejeitada. Por todo mundo: pais, irmão, família, colegas de escola. Eu sempre fico pensando de onde veio esse sentimento de rejeição, porque eu não me lembro de como ele nasceu, não tenho a menor ideia de onde ele veio. E sei que dele veio o complexo de inferioridade. Se um dia eu achar essa resposta, talvez eu me torne uma pessoa mais equilibrada e menos infeliz. Mas do jeito que a coisa tá indo, acho que me acabo antes. Novamente estou bebendo, ou melhor, sem eufemismo... estou é enchendo a cara, no meio da semana, e acho que já posso quase me classificar como alcóolatra - eu que não bebia nada com álcool, nem vinho ou champanhe, até os 30 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem coragem para acabar com tudo de uma vez, resolvi ir me acabando aos poucos. Vario de momentos de sonhos impossíveis com coisas impossíveis, totalmente fora da realidade, mas que amenizam as coisas e me fazem continuar, para um mergulho em uma dor que não tem razão de ser. Tenho sentido muito, muito, muito frio, a ponto de dormir com dois edredons e um cobertor de lã, meias e pijama de flanela... isso em plena primavera. Tá fazendo frio, mas será que é pra tanto? Não tenho mais ânimo pra nada. Uma das coisas que me deixava relativamente bem por um espaço maior de tempo - e esse espaço maior de tempo são dias - era ficar com meu sobrinho. Mas ultimamente nem esse "remédio" tem surtido efeito por um período maior do que 24 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tenho sentido a maior parte do tempo uma mistura de tristeza muito grande, com revolta por tudo ter ocorrido da forma como ocorreu (por que você e não eu?, sempre te pergunto isso...), e uma enorme frustração pelo que aconteceu e pelo que podia acontecer hoje e não é possível pelo único fato de eu não poder voltar no tempo nem ter como recuperar, de alguma forma, o tempo perdido. Ou pelo menos tentar recuperar. Tudo está fora do meu alcance, totalmente fora. É frustrante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois eu sinto uma raiva enorme, profunda, daquelas que ficam remoendo o coração até triturar ele inteiro, em pedacinhos. Uma raiva daquelas trancadas na garganta e que, se um dia explode, sabe-se lá Deus como será, pra quem vai sobrar e quais consequencias trarão. Hoje, esse é meu maior medo: eu sei que essa raiva, que é o sentimento mais forte de todos e o que eu sinto por mais tempo, vai explodir uma hora. Não sei quando, não sei como, não sei se eu conseguirei identificar essa explosão a ponto de poder controlá-la. Mas tenho medo, menos por mim, e muito mais pelos que estão a minha volta, porque realmente não acho que eu vá conseguir poupar quem estiver ao meu redor. E a última coisa no mundo que eu queria era machucar alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2096444554468399179-167273826418026345?l=mulherdemauhumor.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/feeds/167273826418026345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2096444554468399179&amp;postID=167273826418026345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/167273826418026345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2096444554468399179/posts/default/167273826418026345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mulherdemauhumor.blogspot.com/2009/10/blog-post.html' title='O presente'/><author><name>Eu</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12572237986541610309'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>